Trinta anos de Michael Jackson no Pelourinho: 'foi incrível', 'honra', 'maior astro pop', dizem baianos que participaram de clipe

  • 07/02/2026
(Foto: Reprodução)
Há 30 anos Michael Jackson gravava clipe histórico no Pelourinho Há quase 30 anos, Salvador virou palco de um dos momentos mais emblemáticos da cultura pop mundial. Era 9 de fevereiro de 1996.  Michael Jackson desembarcou na capital baiana e reuniu uma multidão no Pelourinho para gravou cenas do clipe “They Don’t Care About Us”, eternizando o Centro Histórico da capital baiana na história da música. A produção audiovisual é a segunda mais assistida no canal oficial do artista no Youtube, com mais de 1 bilhão de visualizações. Foram 200 músicos do Olodum e 5 mil espectadores, segundo estimativa passada pela Polícia Militar, na época. O g1 conversou com algumas dessas pessoas, que refletiram sobre o momento e contaram como ele mudou suas vidas. Em Salvador, o Rei do Pop se sentiu em casa. Com o Olodum, fez um verdadeiro protesto contra a opressão, racismo, violência institucional e desigualdade social. Denunciou como os grupos marginalizados eram ignorados pelo sistema — governos, polícia, imprensa e elites. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Bira Jackson tocou com Michael Jackson no Pelourinho Reprodução/TV Globo Antes da gravação, a maioria das pessoas que participaram do clipe não imaginavam que um dia poderiam conhecer o cantor norte-americano. Bira Jackson, percussionista do Olodum, não acreditou quando percebeu que o astro fazia os passos conhecidos mundialmente a centímetros do seu tambor. "Foi um momento único, mágico e que transformou a minha vida grandiosamente. Foi lindo, me senti em Neverland, naquele lugar lindo e maravilhoso onde ele morou. Surreal", lembrou. Percussionista do Olodum, Bira conta como foi tocar com Michael Jackson Atualmente com 54 anos, o baiano conta que antes de Michael chegar ao Pelourinho, a presença de um sósia deixou os fãs em êxtase. A ansiedade era um sentimento que a maioria das pessoas que estavam lá apresentava. "Começou uma gritaria, porque todo mundo achou que era ele", disse Bira. A alegria do Rei do Pop foi marcante durante a gravação. "Foi uma honra fazer essa reverência para Michael Jackson. Ecoou no coração dele e nos quatro cantos do mundo". Bira Jackson tocou com Michael Jackson no Pelourinho Felipe Cerqueira/g1BA e Reprodução/TV Globo O clipe de “They Don’t Care About Us” foi gravado em dois lugares. Primeiro em Salvador e depois na favela Santa Marta, no Rio de Janeiro. Até hoje trechos do audiovisual não saem das cabeças dos fãs. As diversas coreografias feitas com o símbolo do Olodum estampado no centro da camisa branca que Michael usava são imitadas até hoje durante os shows. Outro momento foi quando Michael foi abraçado pela fã Solange Xavier dos Santos. Ela assistia à apresentação, conseguiu driblar os policiais e realizou o sonho de chegar bem perto do ídolo. Em seguida, os dois caíram no chão, quando os policiais tentaram retirar Solange dos braços do cantor. A cena, no entanto, foi escolhida pelo renomado diretor Spike Lee, para fazer parte do clipe. Michael foi abraçado pela fã Solange Xavier dos Santos Reprodução/Redes Sociais O dia mágico também mudou a vida do pedagogo Jeison Wilde, que na época tinha apenas 11 anos. Poucos brasileiros podem dizer que dançaram com o Rei do Pop. "Foi incrível, porque, para mim, ele é a figura máxima do mundo pop" ,ressaltou o baiano. Pedagogo relembra momento que dançou com Michael Jackson quando ainda era criança Convidado para contar detalhes sobre a participação no clipe, Jeison revelou que todos os músicos receberam a orientação de não falar com o cantor e nem pedir para tirar fotos. Os garotos também chegaram a ser chamados a atenção, porque não estavam mostrando que estavam felizes. "Tanto eu quanto alguns meninos que estavam tocando tamborim, estávamos um pouco tristes, porque a gente queria tocar repique, que é um instrumento que faz mais volume sonoro. Só que não tinha mais repique para tocar e a gente ficou com os tamborins". "Só que o diretor do clipe, Spike Lee, disse que a gente precisava dançar. Disse que a gente estava queimando o filme dele e que precisávamos ficar mais alegres, tocar bem e tal", revelou. Jeison Wilde dançou com Michael Jackson quando criança Reprodução/TV Globo Foi aí que o garoto inventou um passinho, que foi seguido por todos os outros colegas. A alegria pedida pelo diretor apareceu e chamou a atenção de Michael, que se juntou ao grupo e o chamou para dançar. "Ele quebrou o protocolo quando já estava finalizando a filmagem e tocou no meu ombro. Eu continuei dançando e ele me puxou para dançar. Na hora não sabia se podia, fiquei um pouco tímido". Jeison Wilde dançou com Michael Jackson quando criança Felipe Cerqueira/g1BA e Reprodução/TV Globo Outra coisa que ficou marcada para o baiano foi a entrevista que ele deu para o Fantástico logo após a gravação. Na oportunidade, a jornalista Glória Maria perguntou se ele era muito fã do Rei do Pop. "Eu disse que mais ou menos, porque ainda não tinha dimensão do que ele era. Já tinha visto alguns clipes e tal, mas naquele dia, estava ali pelo Olodum. Michael Jackson era um bônus a mais". "Hoje, com o passar dos anos, eu tenho convicção que o cara é o maior astro pop de todos os tempos. Sem dúvidas", disse aos risos. Legado de Michael Vendedor conta como são as reações dos fãs de Michael Jackson ao entrar no prédio O Pelourinho é um dos principais pontos turísticos de Salvador. Após a gravação do clipe de Michael Jackson, a sacada do prédio azul que ele cantou virou ponto imperdível para os turistas. Segundo o vendedor Carlos Alberto dos Santos, de 62 anos, o prédio continua com a mesma estrutura que tinha em 1996. O primeiro andar, onde fica a sacada que o astro dançou, está interditado para reformas. "O piso, a parede, tudo continua da mesma forma de quando Michael veio. Quando estava podendo subir, as pessoas falavam: 'Você poderia mudar o piso', mas o fã quer pisar no mesmo piso que ele pisou, se emociona quando faz isso", contou. Mesmo com a impossibilidade de subir na sacada, a maior parte das pessoas que passam pelo Pelourinho param para tirar fotos na frente do prédio, que está sinalizado com um grande banner com a foto do artista. Loja vende produtos personalizados de Michael Jackson Felipe Cerqueira/g1BA Muitos também aproveitam para comprar produtos como camisas, imãs de geladeira, cadernos, almofadas, abridor de latas, isqueiros, broches, entre outros vendidos por Carlos Alberto. "Tem pessoas que chegam e choram. É impressionante. Logo quando Michael morreu, teve um rapaz que queria pagar para dormir onde Michael gravou. Eu disse que não tinha água, banheiro, para poder ele ficar e terminou que não deixei". Três décadas depois, o que ficou no Pelourinho foi mais do que um clipe de sucesso mundial. Ficou a lembrança de um encontro raro entre a maior estrela do pop e a força cultural de um povo que transformou tambor, dança e resistência em linguagem universal. As imagens gravadas em Salvador seguem atravessando gerações, levando a Bahia para telas, palcos e corações em todas as partes do planeta. Michael Jackson não apenas passou pela capital baiana — ele se misturou, ouviu, sentiu e amplificou vozes que já ecoavam na Bahia há séculos. A sacada do prédio azul que Michael Jackson cantou virou ponto imperdível para os turistas. Felipe Cerqueira/g1BA LEIA TAMBÉM: Clipe de Michael Jackson com imagens de Salvador e Olodum ganha imagens de protestos antirracistas em releitura Michael Jackson é a celebridade morta mais bem paga do mundo, segundo a Forbes; veja ranking Meia usada de Michael Jackson é leiloada por quase R$ 40 mil Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

FONTE: https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2026/02/07/trinta-anos-de-michael-jackson-no-pelourinho-foi-incrivel-honra-maior-astro-pop-dizem-baianos-que-participaram-de-clipe.ghtml


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